segunda-feira, 20 de abril de 2015

Sente a vibe



O palco foi todo decorado com plantas e artifícios pra criar um clima lounge, bem relax, característico dos CDs e de todo o trabalho da Céu. Quem foi ao Circo Voador neste último sábado, 18 de abril, definitivamente sabia que não veria um show agitado. Mas mesmo sem criar essa expectativa, o show perde por ter poucos momentos de catarse entre cantora e público, apesar de ser bom de ver e escutar.

Céu e seu traje espacial
Ignorem a falta de foco do meu celular, estava prestando atenção no show
Apesar do grande talento vocal e de produção musical em seus CDs, que transbrodam combinações de ritmos inovadoras, Céu tem pouca presença de palco. O vestido prateado, talvez uma menção ao traje espacial de "Falta de Ar", a música que abriu o show, até atraiu a atenção nos primeiros minutos do show, mas a canção, que parecia ter a intenção de esquentar ou fazer a galera tirar o pé do chão, não teve uma recepção tão calorosa.

Talvez o momento de maior interação tenha sido quando Céu mencionou que tinha feito aniversário no dia anterior e recebeu um croro de parabéns pra você do público. As músicas mais conhecidas "Cangote", "Malemolência", "Bubuia", "Chegar em Mim", e o cover "Mil e uma noites de amor", do Pepeu Gomes, não têm força suficiente para sustentar a expectativa de um show inteiro de uma hora e meia. Uma parte da galera talvez tenha ido ao Circo mais por conta da sabida habilidade dela no reggae, exibida em "Concrete Jungle". Céu também cantou em italiano, em um resquício de sua bem sucedida carreira internacional, mas que no Brasil, ainda precisa de mais fôlego caso queira sair da limitação ao público alternativo e chegar de vez ao mainstream.

fato é que o show não chegou a empolgar muito. Não sei se por culpa da geração smart phones que guarda lugar colado no palco para filmar ou fotografar melhor em vez de curtir e interagir com o artista ou se por falta ainda de um grande hit ou de mais músicas famosas da cantora.

Trecho de Chegar em mim no show de sábado

Toda essa minha análise pode estar diretamente influenciada pela minha clara preferência por show mais potentes, mais animados e com mais interatividade. Céu fez isso pouco, mais em um estilo que funcionaria melhor, a meu ver, no estilo barzinho/violão.



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