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| Dona Hilda e Teresa Cristina |
Mesmo rivalizando as atenções com as aventuras de Carminha no último capítulo de Avenida Brasil, na sexta, Teresa Cristina e sua mãe, Dona Hilda, fizeram um show emocionante no Teatro Rival, principalmente para aqueles mais saudosistas. Elas se apresentaram na sexta e no sábado, (19 e 20/10) às 19h30, ou seja, a tempo de ligarem os telões da casa após o show para o público assistir ao final do folhetim global que parou o país.
Eu não estava muito preocupado com a novela. Fui ao show muito por curiosidade em relação ao repertório e à performance de Teresa, a quem ainda não tinha visto cantar ao vivo, mas também muito pela vontade da minha namorada.
Teresa foi quem entrou primeiro no palco, e logo de cara anunciou que, diferente do anunciado, não seria ela a protagonista do show, e sim sua mãe, que foi quem escolhera todo o repertório. Teresa confidenciou ao público também que a realização daquele show era uma vontade antiga de sua mãe, e o que mais queria era vê-la feliz.
Teresa começou cantando duas músicas, mas logo deu espaço à verdadeira estrela da noite, Dona Hilda, que tomou conta do palco. Acompanhadas de apenas dois violões, a voz (de ambas) foi a grande protagonista da noite, em homenagem a grandes cantores da época de ouro do rádio, quando o importante para um cantor ou banda fazer sucesso não era o visual, e sim o gogó. Talvez algum espectador mais jovem possa criticar um exagero nas canções tristes escolhidas por Dona Hilda, que fez com que o show parecesse se arrastar em algumas canções.
Todavia, a maioria absoluta presente no show era de usuários do Riocard Sênior, e essa galera aplaudia fervorosamente Dona Hilda a cada clássico de Maysa, Nélson Gonçalves, Elizeth Cardoso e Dalva de Oliveira. Mais ou menos na metade do show, Teresa reapareceu para dar uma quebrada no ritmo cadenciado da mãe, e cantou dois sambas mais animados em dueto com sua progenitora.
Destaque para o momento de emoção de Hilda ao cantar "A volta do Boêmio" de Nélson Gonçalves. Pena que as duas tiveram que acelerar o final do show por causa da novela e cortaram duas músicas. Mas foi válido. E também foi legal ir a um show onde a plateia grita "Bacana!" em vez de qualquer palavrão.

