Deu a impressão que Criolo e sua banda foram ao Vivo Rio nesta sexta-feira, dia 5 de outubro, a fim de resolver a parda logo nos minutos iniciais. Deu certo. Sem muita enrolação, grandes hits do Nó na Orelha abrindo o show, e uma canja inspirada de Ney Matogrosso, rapper e banda ganharam rapidamente a plateia, que não lotava o Vivo Rio, mas esbanjou energia em pouco mais de uma hora de show.
Às 23h30min, pode-se dizer que pontualmente (considerando os costumes cariocas), pois os portões tinham sido abertos apenas uma hora antes, Dan Dan chamava a galera a largar suas cervejas do lado de fora do Vivo Rio para ver a apoteose de Criolo no Rio de Janeiro. O show foi curto, é verdade, mas não via-se uma alma insatisfeita ao acender das luzes.
Com grandes sucessos logo no início, "Mariô", depois "Sucrilhos" e "Subirusdoistiozin", Criolo poderia até declamar um verso do Ara Ketu, que o sucesso do show estaria garantido. Não faltaram também pedradas como "Grajauex" e outras músicas conhecidas como "Bogotá", "Vasilhame", "Lion Man" e "Não existe amor em SP" (não me cobrem o set list completo, pois eu não tinha papel pra anotar e nem tenho a memória tão boa). Performático, o cantor usou e abusou do espaço do palco durante todo o espetáculo, no qual usou três roupas diferentes. Muita presença, energia na voz e emoção nos gestos.
Ney Matogrosso foi convidado a subir no palco para cantar "Freguês da Meia-Noite", e foi muito bem, com sua já conhecida e esperada performance cheia de expressão corporal. Em seguida, largou "Preciso me Encontrar", de Cartola, no colo da galera, e devolveu o show pra Criolo em grande estilo.
Também há de se destacar a objetividade das falas de Criolo entre as músicas: sem encheção de saco em véspera de eleição, o recado já está presente nas letras de suas músicas. Talvez o único momento em que houve uma menção, mesmo que indireta, ao período eleitoral, foi no momento em que, emocionado pelo carinho do público carioca, declarou: "em São Paulo tá foda.." o que a galera de imediato entendeu como senha para puxar um coro de "Freixo, Freixo!".
Criolo, Dan Dan , Ganjaman e banda confirmaram seu poder de fogo. A banda se mostrou extremamente talentosa e afiada, e o público correspondia a cada chamada de Criolo ou Dan Dan. Se a pouca duração do show tinha o objetivo de deixar os cariocas com gostinho de quero mais, conseguiram.
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