terça-feira, 24 de setembro de 2013

O que vi e ouvi do Rock In Rio 2013



Fui no segundo dia de Rock In Rio pra ver só o Muse, praticamente. As outras bandas que tocavam no dia 14 no palco Mundo não em enchiam muito os olhos, então eu não em esforcei muito pra ouvir a O 30 Seconds to Mars nem a Florence, me desculpem. Do que vi, posso atestar que aFlorence tem uma voz bem potente, que dava pra ouvir do banheiro, e que o 30 seconds conseguiu cativar o público graças a seu vocalista bonitinho que saltou da tirolesa (furando fila, diga-se de passagem, porque ao lado dos outros mortais estava impossível).

Um parenteses mais do que especial nesse dia: O show do Offspring, como esperado, ofuscou a panfletagem vazia do Dinho Ouro Preto. Não que fosse alguma novidade, mas os discursos de revolta política e rebeldia do Dinho Ouro Preto parece que não empolgam mais ninguém, como descreve bem esse texto bastante compartilhado ao longo da semana.

Depois que acabou o Capital, o Offspring descarregou toda sua energia noventista no palco Sunset, mesmo com o som meio baixo. Os hits agradaram e muito a galera, com direito a rodinha, coro e bis com o Marky Ramone. A Ana Maria Braga, O Dexter Holland e a banda sacaram bem a necessidade que o público estava de ouvir os sucessos antigos e lavou a alma dos dignos que não estavam aguardando o 30 Seconds ou a Florence.

Estrutura

Com menos gente do que 2011, dessa vez a Cidade do Rock ficou mais arejada. Não sei se foi só no dia 14, mas tinha bastante espaço a uma distância razoável do palco mundo, de odne dava pra ver bem o show do Muse. Os banheiros femininos ao lado da roda gigante e do lado esquerdo do Palco Sunset foram os que mais tiveram reclamações pelas filas. Quando eu fui no masculino do lado esquerdo do palco mundo, encarei mais fila pra sair do que pra entrar, por incrível que pareça.

No mais, o sistema de circulação de ônibus, uma das principais preocupações minhas antes do festival, funcionou bem, melhor do que se previa. De ruim, pode-se destacar os preços dos comes e beber dentro do evento, o que mesmo não sendo nenhuma novidade não deixa de ser absurdo pagar R$10 em um copo de cerveja, ou R$15 em um sanduíche vagabundo do Bob´s.

O Muse

Enfim, depois de dar uns rolés pela Cidade do Rock, parei pra esperar o show do Muse, que começou quase que pontualmente, quando o relógio marcava os primeiros minutos do domingo. A primeira música já dava uma mostra do poder de fogo da banda, ams foi com a segunda, Supermassive Black Hole, que a galera foi ao delírio no ritmo dançante das infalíveis guitarras Musianas. E Matt Bellamy não deixou a energia do show cair um só minuto, em nenhuma música sequer. Os maiores hits foram intercalados com músicas menos famosas, mas igualmente animadas e poderosas.

O que se convencionou chamar de "progressivo pras massas" pelos críticos profissionais funcionou. Os fãs saíram satisfeitos, e quem não conhecia provavelmente ficou impressionado. Bellamy foi impecável na voz, na guitarra, no piano e no carisma, um Frontman completo.



Chamou atenção também a já famosa aplicação técnica da banda e a interação de Bellamy com o público, tanto diretamente com o telão do Palco como na pista andando no meio do povo com a bandeira do Brasil no rosto. Os pontos altos do show são difícieis de classificar em um espetáculo tão regular, mas arriscaria dizer que Time Is Running Out e Madness foram os momentos mais legais. Em Madness os fãs fizeram uma espécie de Flash Mob em que cada um levantava um papel escrito "I Need to Love", um trecho da letra da música.

Setlist do Muse: 
Supremacy
Supermassive Black Hole
Hysteria
Panic Station
Plug In Baby
Stockholm Syndrome
Feeling Good
Follow Me
Liquid State
Madness
Time Is Running Out
Unnatural Selection
Agitated
Uprising
Starlight
Survival
Knights of Cydonia
O resto do RiR 
Os demais dias do Rock In Rio não reservaram mutias surpresas em relação aos principais shows. Não vi a maioria, ou vi pouca coisa, mas do que soube, as unanimidades foram Beyoncé, Bruce Springsteen, Mettalica e Iron, além, é claro, do já citado Muse. Um pouco menos aclamados, mas não menos satisfatórios tivemos shows como o do Sepultura, Justin e Alicia Keys fizeram bonito também. 
O dia 20, como previsto foi o dia mais morno, sem nenhum show tão empolgante, fora a performance de Bon Jovi, que chamou mais atenção por ter dado alguns estalinhos em uma fã feia do que por qualquer inovação musical ou pela qualidade de sua desfalcada banda. No mais, você já deve ter lido o bastante pelos sites por aí. Agora é esperar 2015. . 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Shawlin comanda a festa com moral no Méier

Shawlin no palco e um dos grafites de Bruno Zagri*
É, parece que dessa vez deu pra ouvir a voz do rap chegando. A segunda edição da Hip-Hop Trip na véspera do dia 7 de setembro representou o grito de independência do rap carioca. Com o mérito de trazer jovens promessas e nomes já consagrados da cena, o nível da primeira, que teve Marechal, Filipe Ret e MR Break, foi mantido com Shawlin, Spliff Rap, Essiele e Luccas Carlos nesta edição.

O primeiro show, do Spliff Rap, confirmou a boa expectativa que havia, depois do lançamento do clipe novo e  do estilo da banda, meio despojada, à vontade, com influências de reggae que deixam o som suingado, leve e gostoso de ouvir, mesmo para quem não conhece.

Spliff Rap no palco

A apresentação terminou com uma galera da plateia em cima do palco exibindo seus skates como se fossem troféus, e uma energia maneira para os shows seguintes, de Essiele, com seu rap malandreado e bem encaixado, e Luccas Carlos, que também empolgou a galera com seus hits "Baile"(que tem a participação do Start), "É real" e "GANG", que teve a ajuda de Sant e Essiele no palco.



Shawlin já pegou a galera no ponto para mandar suas pedradas em forma de rap. E a recepção não podia ser melhor. Em sintonia perfeita com o público, DJ e MCs de apoio, o mano Shaw dificilmente não agradou a quem não o conhecia. Mesmo os que não conheciam as letras e não entendiam muito bem o que estava sendo cantado ali sentia a emoção das batidas e de seus refrões marcantes. Os auges foram "Cachorro Magro", "A Área" e "Coração", cantada a plenos pulmões por todo o teatro.

Uma pequena mostra do que foi a noite você confere no vídeo da Corre Produções, aqui - http://www.youtube.com/watch?v=EsQhMwvqiM0

A festa vai ter mais uma edição no dia 20/09, com shows do Cartel MCs, Mr Break e do grupo SPV, no mesmo local (Teatro Agildo Ribeiro), e horário. Se quiser mais informações, chega no evento do Facebook.


* Foto tirada do Facebook oficial da Hip-Hop Trip.
** Foto de Bruno Velloso