Hoje saiu a notícia de mais duas bandas confirmadas no chamado maior festival de música do mundo: Florence and The Machine e 30 Seconds to Mars, que tocarão no dia 14 de setembro, mesmo dia do Muse. Já temos boa parte das atrações do palco mundo confirmadas para este ano, e entre elas, algumas prometem ser ótimos shows, e outras parecem ter sido convidadas com no mínimo dez anos de delay.
| De volta à década de 80? |
Não há o que falar de atrações inquestionáveis como Metallica e Iron Maiden, ou mesmo a Beyoncé, que não é nem rock, mas é um bom pop e vale a pena pelo fetiche. O Muse é com certeza, a atração mais bem escolhida, considerando o momento da carreira da banda, sua relevância internacional (não estão ultrapassados) e a qualidade técnica e de performance ao vivo indiscutíveis.
Os shows mais duvidosos, a princípio, foram concentrados em um dia só, o dia 20 de setembro. Ali, Medina convocou Nickelback, Matchbox Twenty e Bon Jovi. Os três parecem já ter passado de seu auge há tempos, e vivem fazendo covers de si mesmos. Claro que isso agradará aos seus fãs, mas não vejo nada que essas bandas possam trazer de novidade ou de revolucionário ao festival, para marcar época.
Com as duas últimas atrações anunciadas, o dia 14 já tem fechado seu line-up do palco mundo: Capital Inicial, Florence, 30 Seconds to Mars e Muse, no que começou a ser chamado de "dia alternativo". Este talvez seja, fora o Capital Inicial, o dia mais interessante de se assistir. Florence e 30 seconds to mars são um fator novo, e podem surpreender. E o Muse deve fazer mais um de seus shows épicos.
No dia 15 de setembro, temos confirmados apenas Bruce Springsteen e John Mayer. Dois bons shows, que podem ajudar a formar um line-up de respeito dependendo do que ainda vier por aí. O dia 19 também promete ser um dos melhores: Sepultura, Ghost, Alice In Chains e Metallica. Rock sem firulas, assim como o dia 22, com Iron Maiden, Avenged Sevenfold e Slayer. Lembrando ainda que o dia 21 não tem nenhuma atração do palco mundo confirmada, até o momento. Quem sabe umas boas atrações de rap e hip-hop neste dia?
Ainda dá pra melhorar. A maior crítica que faço ao Rock In Rio é o medo de arriscar. Florence é uma boa aposta, mas ainda é pouco. Desta vez, pelo menos parece estar havendo o cuidado de concentrar atrações semelhantes no mesmo dia. O Lollapalooza tá aí pra mostrar que dá pra fazer um festival com bandas de qualidade, com artistas consagrados e promessas. Resta torcer para que não caiam novamente nos clichês das bandas nacionais como Jota Quest e Skank (nada contra), ou de Guns. Inovar é preciso.
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