É bom que vocês não tenham se apegado muito, porque o show do Arctic Monkeys foi um espirro de tempo perto do Foo fighters no dia anterior, e nada efusivo em comparação à performance de Dave Grohl. Nada que diminuísse a exuberância técnica da banda, que toca ao vivo com uma frieza e perfeição de cd gravado. A surpresa da apresentação foi o moicano de Alex Turner, que durante o show foi um pouco menos tímido do que de costume, interagiu moderadamente com a platéia, e mostrou energia e atitude quando foi exigido.
O som dos Monkeys foi sensacional, e as músicas do novo cd ficaram muito boas ao vivo, o que era uma dúvida minha devido à atmosfera um pouco sombria da maioria das músicas. "Don´t sit down Cause i´ve moved your chair" começou o show bem, e a banda soube dosar grandes sucessos com outras músicas do disco novo, para não esfriar a galera que resistia à chuva fraca que caía naquele domingo.
Não houve quem não dançasse e pulasse em "Fluorescent Adolescent" e "I bet that youlook good on the dance floor", as bolas de segurança da banda. Como fã, senti falta de Leave before the lights come on e A Certain Romance, mas me parece que a banda não se preocupa muito com clichês e não pretende se tornar dependente de algumas músicas em shows.
Há de se ressaltar também a energia do baterista Matt Helders, firme e vibrante emmúsicas como "The View From The Afternoon" e "Brick By Brick". O restante da banda compõe bem o meio de campo, sem comprometer o funcionamento da equipe, mas também sem brilhar muito. O encerramento com "505" deixou um gostinho de quero mais e uma saudade imediata assim que os roadies entraram no palco para retirar os equipamentos. Depois de um show desse, sempre fica a impressão de que "eles poderiam ter cantado mais"(talvez seja esse o segredo do sucesso), mas mesmo assim valeu.
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