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| A luz estourou e não dápra ver direito a projeção atrás do Criolo no palco. Foto do meu celular |
Antes, o show do Marechal, outro professor do rap, já tinha preparado os espíritos, com pedradas como "É a Guerra", "GRIOT", "Viagem" "Sua mina ouve meu Rep" e umas palhinhas do CD novo, que ele disse em tom de brincadeira que estava em casa no computador dele. A espera segue.
As próprias letras do Criolo por si só já são um baita soco na cara sobre todos esses assuntos e sobre o momento político atual do país, mas mais do que nunca, como disse Dan Dan antes de passar o microfone a uma familiar de um desses jovens assassinados, é preciso dar voz à favela.
O trabalho gráfico projetado no telão logo atrás do Criolo foi um show à parte. Gerou uma interação muito maneira entre público, artista e música. Um momento especial foi a lua cheia centralizada enquanto o Criolo, com um senso de posicionamento de quem provavelmente foi orientado, à frente, cantava Não existe amor em SP, como se fosse apenas uma sombra. E na abertura do show, uma projeção do próprio Criolo, transformado em desenho animado, correndo. Tudo muito bem ensaiado, o que comprova mais uma vez que Criolo está cada vez mais profissional e atento a esses detalhes visuais que enriquecem uma apresentação, como muitos grandes artistas fazem pelo mundo, mas ainda poucos no Brasil sabem de fato fazer.
O setlist, mais ou menos (posso ter esquecido de algumas)
O que teve do Ainda Há tempo: Roba Cena, Até me emocionei, Tô pra ver, No Sapatinho, Vasilhame
Ainda Há Tempo; Demorô
Do Nó na Orelha: Sucrilhos, Grajauex, Lionman, Não existe amor em SP, Samba Sambei
Do Convoque Seu Buda: Convoque seu Buda; Cóccix Ência, Esquiva da Esgrima, Fio de Prumo;

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